29 abril, 2008

Quem disse que a vida é fácil?

Fazia tempo que não assistia à algum filme que me fizesse refletir
sobre quem sou e sobre meus problemas pessoais.
Não me senti confortado, nem compreendido, apenas que não estou sozinho com meus conflitos.
É uma luta diária, que muitas vezes cansa tanto, que penso em simplesmente parar.
Mas talvez eu seja covarde ao extremo ou um insistente com grandes esperanças.

28 abril, 2008

About Last Saturday:

Saturday Night
midnight
Beer
Cigarrettes
Party
Friends
Beer
Cigarrettes
Talks
Tears
Beer
Cigarrettes
& for sure...
Hard Candies!!!

26 abril, 2008

Got Beer?

Hoje será a noite da bebedeira e vamos nos jogar!
Ficar bêbado de vez em quando não tem problema algum, e em certos momentos é necessário.

25 abril, 2008

Muito trabalho pela frente.
Isto não poderia ter acontecido.
Fuck me! fuck me! fuck me!
agora vamos brincar de faxina.
(e ainda tem uma outra pasta chamada "mp3" com quase 2GB)
(estão faltando outros arquivos de áudio perdidos por aí)
Tudo isso porque não me organizo.
Fuck me! fuck me! fuck me!

24 abril, 2008

"Lou Reed e Laurie Anderson resolveram casar no papel, oficializando a união de 13 anos, no último dia 12 no Colorado."

E quem disse que o amor não dura para sempre? Fuck! Fuck! Fuck! Fiquei emocionado. :) Desejo que fiquem juntos até o fim dos tempos e agora, mais do que nunca, gostaria de ter vivido nos 60's. A impressão que passa é de que minha geração nasceu pra ficar sozinho ou curtindo "até que a imcompatibilidade os separem". Saco cheio disso tudo! Apreciemos a foto que para mim representa "o verdadeiro amor". Fuck! Fuck! Fuck!
Catherine Elizabeth Pierson
ou simplesmente Kate Pierson.
Vocalista do The B-52's,
também toca teclado e guitarra.
É assumidamente lésbica.
Tem uma das vozes mais lindas que meus ouvidos já escutaram.
Se tenho um álbum do R.E.M, é por causa dela.
Também adoro o dueto "Candy" com Iggy Pop.
Ainda espero um disco solo.
Belo.
Eu sei que não dá para ver direito, mas é a foto de uma pipa em forma de morcego que vi na praia. Uma imagem muito linda, pois estava escuro e não dava para ver o barbante... então, parecia que o bicho estava vivo. Pena que não fiz nenhuma foto decente.

Ando com muita vontade de assistir filmes, mas sério, não faço isso já tem algum tempo. Entre meus planos para este ano estava justamente assistir a pelo menos um filmes por dia. Claro que não estou cumprindo, assim como tantas outras coisas. Baixo vários títulos que vão se acumulando em pastas e entram para uma lista infinita. Também existem as pilhas de filmes em vhs, que comprei em lojas de 1,99 e não podemos esquecer os dvd's que estão ali na prateleira esperando chegar sua vez.

Parece bizarro, pois quanto mais quero, menos assisto. Não arranjo tempo para eles, sei lá, ultimamente tenho me dedicado mais à internet e a coisas relacionadas a faculdade. Queria muito ir ao cinema, e já sei que perdi filmes que me interessavam, mas irei baixa-los, isso é de menos. Mas em relação ao "ir ao cinema"? Nada substitui aquele momento mágico que é se jogar na poltrona da sala escura e apreciar um belo filme em tamanho incomparavél. Estou me devendo várias maratonas com filmes que gostaria de assistir novamente, entre eles os da Audrey Hepburn e de Barbra Streisand. Vamos ver se irei fazer isto logo, pois vontade realmente não me falta.

23 abril, 2008

Hoje não vivi muito. Acordei quando já passavam das três da tarde e não senti muita vontade de fazer algo. Tentei escrever, mas não rolou. Matei o tempo até o horário de sair, pelo menos na faculdade foi divertido. Finalmente chegou nosso dia de filmar e foi muito divertido. Atuei como diretor de fotografia, e realmente espero que tenha realizado um bom trabalho. Senti um gostinho maravilhoso do que é cinema, quem sabe não faço algo dentro disso futuramente?

Chegando em casa, enviei novamente e-mail para uma vaga de estágio, não sei porque, mas desta vez acho que não irão me chamar. É um feeling estranho, pois o anuncio está lá já tem umas três semanas. Já não suporto ficar em casa de bobeira, quero fazer algo, quero ganhar uns trocados para juntar e comprar algumas coisinhas que necessito.

No feriadão, assistindo televisão, cheguei à conclusão de que realmente, jornalismo tem um lado muito negro. Gente podre, escrota, sem escrúpulos que faz de tudo para conseguir ibope. Não pretendia trabalhar como repórter, e agora, definitivamente não existe possibilidade. Não nasci para cobrir desgraças e muito menos ficar de plantão na frente da casa dos outros esperando alguma possivél declaração e é horrivel saber que existe este tipo de coisa. Não tenho sangue de barata para conseguir encarar este tipo de situações. Não sou contra a notícia, mas sim em relação ao espetáculo que vem sendo apresentado por quase todos os canais de tv ultimamente. Fico chocado com a frieza que certas coisas são simplesmente jogadas para o publíco, mas o que posso fazer no momento é simplesmente desliga-la.

22 abril, 2008

Insônia.
Mala.
Taxi.
Ônibus.
Rodoviária.
Carro.
Casa.
Sono.
Feriadão.
Pais.
Almoço.
Sono.
Cama.
Carro.
Passeio.
Revistas.
Comida.
Sono.
Cama.


Apenas o resumo do último sábado, quando fui passar o feriadão com meus pais. Fiquei lá até hoje e foi muito bom, por vários motivos: ficar longe do pc, do meu quarto, da cidade, da minha vida aqui. Pensei, pensei, pensei e muito. Resolvi muitos conflitos pessoais, resumidadente posso garantir que estou 70% renovado. Aproveitei para assistir televisão, mas absolutamente nada de útil ou interessante. A chuva foi importantissima, realmente lavou a alma, mas sem me meter debaixo dela, claro, nem um pouco afim de ficar doente. Comi muito, não dormi o suficiente, mas tudo bem. O dia hoje foi uma correria, volta para casa, baixar o cd da Madonna, jogar no i-pod, ir para a prova e mofar esperando o horário do micro. Agora estou cansado, com pouco de sono, mas sem vontade de me deitar.

Sei lá, é uma sensação de que existe algo para fazer, mas na realidade não. Queria ter dinheiro, muito dinheiro. Minha vontade neste momento era pegar um avião rumo á Nova Iorque. Não conheço, assim como nunca andei de avião. Mas meu sentimento é de querer ir, conhecer, descobrir, me jogar nas ruas e me perder por alguns dias. Me enfiar em lojas de vinil e comprar o máximo que conseguisse carregar e iria despachando via correio. Acho que iria correndo para Manhattan comprar um laptop e escrever sobre tudo que estivesse ao meu redor, acho aquilo tudo inspirador, pelo menos pela televisão.

Mantenho um sonho de ir para a Broadway assistir algum musical, e na saída, ficar bêbado e correr por ela, sei lá, as 03 da madrugada. Gostaria também de subir no topo do maior prédio e chorar sozinho tendo como companhia uma garrafa de vodka (ou cerveja). Gritaria algo lá de cima, só não sei o que seria. Acho que isso não está muito distante de se concretizar, mas resta saber quando e por enquanto, são apenas sonhos.

18 abril, 2008

"Words, they cut like a knife | Cut into my life | I don't want to hear your words | They always attack | Please take them all back | If they're yours I don't want anymore

You think you're so smart | You try to manipulate me | You try to humiliate with your words | You think you're so chic | You write me beautiful letters | You think you're so much better than me

But your actions speak louder than words | And they're only words, unless they're true | Your actions speak louder than promises | You're inclined to make and inclined to break

You think you're so shrewd | You try to bring me low | You try to gain control with your words

Friends they tried to warn me about you | He has good manners, he's so romantic | But he'll only make you blue | How can I explain to them | How could they know | I'm in love with your words | Your words

You think you're so sly | I caught you at your game | You will not bring me shame with your words

Too much blinding light | Your touch, I've grown tired of your words | Words, words

A linguistic form that can meaningfully be spoken in isolation
Conversation, expression, a promise, a sigh | In short, a lie

A message from heaven, a signal from hell | I give you my word I'll never tell
Language that is used in anger | Personal feelings signaling danger

A brief remark, an utterance, information | Don't mince words, don't be evasive
Speak your mind, be persuasive | A pledge, a commitment, communication,
words"


*lyrics from Madonna' song Words

Palavras: seria esta uma das melhores composições da Madonna? Ultimamente tenho escutado muito ao "Erotica", e fico cada vez mais fascinado pelas palavras usadas nas letras das músicas. É gritante o quão maduro é este disco, tanto musicalmente quanto nos temas abordados. Não está entre os meus prediletos, mas nunca deixei de cita-lo como referência, afinal, ele tem sua importância principalmente nas faixas menos conhecidas que não foram lançadas.

Assim como ele não tem nada de erótico. A maldade está na cabeça dos preconceituosos!!! E são músicas como esta que eu digo: Gosto quando fala sobre mim, sobre algo que passei, algo que sinto, enfim, que me faz refletir e pensar que não estou sozinho nestas coisinhas simples da vida.
Faltam 20 minutos para as 9h e eu aqui ainda e sem vontade de dormir. Estou baixando um box da Sandie Shaw chamado "Nothing Come Easy" e contém quatro cd's. Espero que venha rapidamente, quero escutar! Não tenho muito o que falar, mas queria. É bizarro, pois estou mentalmente e fisicamente cansado, com dor nas pernas... acho que é o sono chegando.

Tenho que sair hoje, mas acho que não vai rolar, pois é provavél que eu durma até as 16h. A tv está ligada só porque estou com preguiça de ir lá desligar, então fico aturando estes pivetes do SBT berrarem ao forçarem pobres ratinhos correrem dentro de globos. Patético. Quer saber? Decidi agora, vou desligar o pc e ir pra caminha. Leia meu texto sobre a moça aí da foto lá no meu outro blog, não vou colocar link, muito cansado para isso. Bom dia!
Liguei a televisão a uns 20 minutos para assistir o Chaves e o que vejo? Um dos meus episódios prediletos: "O Aniversário do Quico". Acho hilário, muitas piadas maravilhosas que não me canso de ver. Só pela parte em que o Nhonho quer entrar na casa pois passou o dia sem comer justamente para "arrasar com a festa", vale muito! E aquele momento em que Quico começa a dizer o que terá na festinha: "...bolo, sanduiches, chocolate quente..." é simplesmente um primor.

Chaves, com certeza, deixa nossas vidas cheia de alegrias e é um programa que todas as crianças deveriam assistir e guardar na lembrança para toda a vida. Eu já nunca esqueci, porque estou sempre relembrando. Estava pensando: Qual meu episódio preferido? Hmmm, difícil, pois a maioria são muito bons, mas... devo confessar que toda vez que assisto "Barcos de Papel" (a segunda versão), quase tenho piripaques de tanto rir, chega a faltar o ar!

Agora estava sendo exibído aquele da estrelinha de bom menino, e tem uma rápida piada que amo!!! Seu madruga pergunta ao Chaves e Quico se eles sabem quem está na casa da Dona Florinda (se referindo ao Prof. Girafales), e imediatamente o Chaves responde: "O monstro do espaço!" enquanto Quico solta aquela risada... hehehe Procurei no youtube o episódio do aniverário, mas só encontrei este trechinho do discurso da Dna Florinda. Enjoy it! :)

16 abril, 2008

"The stars they sink | In the oceans of ink | Long black ribbons of cars | And in the taxi | You ask me how I'm doing | But you already know | Beyond, beyond is not through | Its only a reflection of you | And something at the window | It motions with its fingers | Calling me beyond

The sadness is mine | The sadness is mine | Its why you're not helping me | And whatever has come for me | Oh I can give you whatever you're wanting | Just take it and spare me spare me | Please oh tell me this is only a warning/no | Please have mercy let me go | If only a day to let her know | Without her love I'm nothing at all | The change is happening and I'm almost gone | In her heart is my faith | And it wins against the sadness

The train it moves through the desert | The horses they will challenge its stride | And into the boxcar she leaps | And is my hero | And penetrates the demons inside | The clouds they pass | But they're moving so fast | As I watch them collide | Collide and collapse in her arms like a newborn child | I am at one reborn | The fog in the mote | As he grabs me by the throat | It lifts as she comes | She opens her cloak and the color of blood | It is the sign of what now must come | Deny deny me my destiny | I am not ready to go | I am the horror that brings us to the morning | Where I will have to stand up and fight"


*lyrics from the Ryan Adams' Song The Sadness

Está é uma das minhas músicas preferidas do Ryan. Não sei o motivo exatamente, é uma coisa de gosto mesmo. Gosto da melodia, da voz dele, da química perfeita entre os arranjos e a letra. Perfeita? Pois é, primeira vez que uso esta expressão. Mas realmente não tenho outra palavra para explicar. Fazia muito tempo que não escutava esta canção, muito mesmo. Costumava escutar várias e várias vezes seguidas, como estou fazendo neste exato momento. De primeira, deu aquela sensação de nostalgia, mas conforme ela foi sendo executada repetidas vezes, fui analisando cada detalhe e realmente, é uma das melhores do cara. Não posso, por exemplo, defender uma tese aqui, agora, do porque acho isso.

Esta faixa encontra-se no, terceiro e último disco da trilogia lançada por ele em 2005, "29". Disco que não teve muito destaque e muito menos singles de divulgação. Posso afirmar que nem ao menos ganhou uma correta avaliação, nem mesmo minha e confesso que esta é praticamente a única que escuto. Hoje, o escutei com mais atenção e não, não é um disco ruim. Quem sabe o que ocorreu há época foi um "cansasso", pois o Ryan trabalhou de mais, eram muitas músicas para serem ouvidas e o último, ficou de lado. Arrisco a dizer que provavelmente este seja o melhor dos três. É um disco triste, tem uma leveza sem ser chato. Mas insisto: esta faixa precisa ter mais atenção. Que tal agora você dar uma chance? :)
Uma linha de palavras
na primeira página
de um novo livro se começa.
Logo são duas,
depois três
e quando vemos
temos uma página completa.
Muitas outras estão por vir.
É o novo.
Continuo minha vida,
mas não a mesma de antes,
não aquela de ontem,
mas sim a de agora.
O fim de um relacionamento
não pode ser o fim da linha,
mas sim um recomeço.
Da vida.
Para todo começo
antes precisamos de um fim.
Pois algo sempre deverá ser sacríficado
para gozarmos o novo.
Mesmo que não desejemos o novo
devemos recebe-lo da forma que vier,
Quem disse que para crescer
não sofreriamos?
Hoje em dia
as pessoas se tornam cada vez mais frias,
escuras e completamente individualistas...
É a vida babe...
Você precisa aprender a caminhar
em seu próprio caminho.
Sozinho.
Pois, afinal,
morreremos completamente
sós.

11 abril, 2008

Olha que horas são! Pois é, estava até agora trabalhando no meu outro blog, totalmente dedicado à cultura. Lá irei escrever sobre música, filmes, revistas, televisão, cinema, livros, e tantos outros assuntos que sempre tive vontade e certa vez, cheguei a fazer em um outro blog, mas isso tem tantos anos. Espero que este novo venha para ficar e que eu tenha forças para faze-lo por muito tempo. Para quem tiver interesse em conferir segue aí o link.

Já tem post para os novos trabalhos da Cyndi Lauper, o novo clip da Björk em ótima qualidade, o show que o Portishead fará nesta madrugada na web, e enfim, as fotos da Madonna para a Vanit Fair. Nossa, alguém me salva! Já escutei pelo menos umas cinco vezes duas faixas ao vivo dos Smiths: "Stretch Out and Wait" e "Meat is Murder", gravadas em Oxford no ano de 1985 e presentes no lado B do 12" single de "That Joke Isn't Funny Anymore. Consegui elas a poucos dias e estou fascinado. Principalmente pela segunda, pois Morrissey está super agressivo ao cantar esta letra tão triste e realista. Toda a vez que escuto esta música, tenho vontade de parar de comer carne, mas algo mais forte me impede. Provavelmente eu tenha que crescer para conseguir isto. Para mim, vegetarianos são pessoas abençoadas por Deus. Sou completamente a favor dos animais, não suporto ver nenhum tipo de agressão, mas quando se trata de comer ou não carne, a coisa complica. De certa forma é uma necessidade, afinal, estou acostumado desde que nasci e tirar este hábito será bem sofrido.

Então é isso, enquanto o mundo está levantado, estou indo para a cama. Dormirei pouco hoje, pois muitos deveres me aguardam mais tarde. Ainda falta uma hora para começar o Chaves, acho que hoje não irei assistir. :( Sim, o tio Silvio Santos está doido, agora o programa passa as 07h e 12h45, mas este último não é exibido aqui em Porto Alegre. Será que ainda tem as 05h30? É o único programa descente na televisão nos últimos tempos, e olha que nem tenho assistido muita coisa nos últimos dias. Acabo de ver no meu Last.fm: seis vezes "Meat is Murder". Chega! Vou dormir! Bom dia pra você. :)

(13h23min) Update: Já levantei, e descobri que a partir de hoje, "Chaves" ganha um novo horário, as 18h50. Não poderei assistir, tenho aula, mas tudo bem. Sexta-feira, vontade de beber cerveja, ficar bêbado e jogar conversa fora em algum bar com amigos. Acredita que sonhei com isso? Foi uma delícia! Sonhar e ter aquela sensação de estar totally drunk... Mas, ficarei em casa mesmo, e sem DVD, pois o meu queimou. Melhor que isso, só me atirando da ponte!

10 abril, 2008

Se algum dia eu vier a lançar algum trabalho musical, esta foto estará ilustrando alguma capa. Claro, se eu conseguir a autorização com o responsavél por ela. Acho expressiva, com uma delicadeza tão comum que chega a ser genial. Para quem não sabe, Regina Duarte e Franscisco Cuoco formaram um dos casais mais queridos dos brasileiros na novela, que até onde consta, é uma das mais importantes já feitas.

Selva de Pedra (1972) narrava a estória do humilde Cristiano Vilhena e da artista plástica Simone, que se conhecem após uma briga que resulta na morte de um playboy. O rapaz em questão acaba se apunhalando quando pretendia ferir Cristiano, Simone que é testemunha do ocorrido, acolhe o rapaz que a partir de então, é perseguido por ser o culpado. Logo, eles se casam e vão para São Paulo em busca de uma vida melhor, pois no interior, a moça não teria como fazer seus trabalhos ganharem atenção do grande público. Ao chegar na grande metrópole, o jovem Cristiano consegue emprego em uma grande firma onde conhece Fernanda (Dina Sfat), que irá se apaixonar por ele e não medirá esforços para separa-lo da amada. Ela é responsavél por um acidente de carro em que Simone será dada como morta. Acreditando na morte da esposa, Cristiano acaba noivo de Fernanda e deslumbrado com os luxos que a vida está lhe proporcionando, desperta a ira de Simone que acreditando ser ele o responsavél por seu acidente, assume a identidade de sua irmã gêmea, Rosana Reis. Justamente o capítulo 152, quando Simone é desmascarada o ibope registrou 100% de audiência. Marco histórico tanto para a televisão brasileira quanto para a teledramaturgia nacional.

Ainda faltavam nove anos para eu nascer quando este folhetim foi ao ar pela primeira vez, suas reprises (a primeira em 1975, em 76 capítulos, substituindo "Roque Santeiro", que havia sido proíbida pela censura) e outra em 1980 (compacto de 1h30min exibida no festival Globo 15 anos) me impediram de conhecer melhor esta fascinante trama. Hoje, com a internet, tive acesso à algumas imagens registradas por fãs, como abertura, resumo do primeiro capítulo, a famosa cena em que Fernanda é abandonada no altar e não aceitando o fato, começa a demonstrar disturios psicóticos. Encontrei também a cena final, em que o casal protagonista finalmente se acertam, enquanto a vilã acaba enlouquecendo.

Tenho vagas recordações do remake feito em 1986, onde o casal foi interpretado por Fernanda Torres e Tony Ramos. Guardo com muito carinho a trilha sonora nacional, que contém a minha música favorita quando criança: "Perigo" da Zizi Possi. Gostaria muito que a rede Globo lançasse um dvd (até dois) contendo um resumo da versão original deste folhetim, adoraria assisti-lo, e melhor, muitas pessoas por aí desejam o mesmo. Mas enquanto isso não acontece, você pode adquirir o livro, em formato pocket que saiu ano passado, que reconta a estória de Janet Clair ambientada nos dias de hoje. Confesso que ainda não o peguei para ler, mas deste ano não passa. Um site muito interessante é o teledramaturgia, lá você encontra absolutamente tudo sobre o assunto e os vídeos podem ser conferidos aqui.
"I was wasting my time | Trying to fall in love | Disappointment came to me and | Booted me and bruised and hurt me | I was wasting my time | Looking for love | Someone must look at me and | See their sunlit dream | I was wasting my time | Praying for love | For a love that never comes | From someone who does not exist | I was wasting my life | Always thinking about myself | Someone on their deathbed said | There are other sorrows too | I was driving my car | I crashed and broke my spine | So yes there are things worse in life than | Never being someone's sweetie | As for me I'm okay | For now anyway"

* lyrics from the new Morrissey's single That's How People Grow Up

Como é possivel Morrissey compor letras tão intimistas e fazer com que tantas outras pessoas ao redor do planeta se identifiquem tanto ao ponto de considerar músicas, como esta citada aí em cima, como suas. Sempre me alegro ao constar que realmente, tem um pouco de mim nestas letras, que sim, são coisinhas que sinto e penso o tempo todo. E ele ainda nos faz refletir e considerar coisas mais "aterrorisantes" do que simplesmente sofrer por solidão ou por não ser amado daquela forma toda especial. Normalmente colocamos nossas carências acima de tudo, até mesmo de nossa saúde mental e física. Isto é um tanto quando curioso, pois estamos sempre em busca ou à espera de um amor, e isso acaba se tornando o mais importante.

Não seria o momento de pararmos para pensar nos motivos que nos levaram a este estágio de carência? Ou simplesmente pensarmos onde estamos errando? A culpa nem sempre é do próximo, pois normalmente exigimos determinadas coisas pensando exclusivamente em nós mesmos. Até podemos parar de sermos tão egoístas e começarmos a pensar um pouquinho nos outros. Existem pessoas que estão sofrendo muito mais e por motivos bem mais plausíveis. Mas isto seria sonhar um pouquinho longe de mais, o ser humano não tem mais tempo para isso, e o restinho que lhe sobra a cada dia tem de, obrigatóriamente, ser desperdiçado com futilidades ou simplesmente parar e ficar pensando no nada.
Este blog está longe de ser sobre fofocas, mas, não posso deixar de expressar minha felicidade momentânea ao ver Natalie Portman e Devendra Banhart juntos. Fazia muito tempo que não via um casal tão belo e aparentemente estão naquela melhor fase de um namoro: o ínicio. Me lembrou Débora Falabella e o Chucky, que estão juntos a tanto tempo e ainda causam estranheza perante outros mortais preconceituosos.

Acho interessante este mix entre atrizes e músicos que namoram, deve ser maravilhoso viver entre tantas emoções que são transformadas em trabalhos, tanto na atuação como personagens quanto compondo letras e melodias. Por timidez e falta de recursos, nunca procurei o teatro para me livrar dos medos, e por burrice, falta de intelecto e coordenação não sei tocar instrumentos e muito menos escrever letras. Mais lamentações de um ser humano perdido no espaço? Não, deixemos quieto. Aprecie a felicidade alheia.
"Keep Making Art, and when you get tired: eat, and/or watch movies, every kind/ make tea and then Keep Making Art. That Will Keep You From Becoming "THEM" - You Know - those people who could, but don't and know there is nothing left for them, terrible them that tear down the ones WHO NEVER GAVE Upon the dream because you and me kid, we were made of that stuffand were born to dream, even sometimes for "them".

*excerpt from "ENOUGH ROPE" D R Adams, portion of 'Unfinished Works"

Estava pensando em como me expressar, qual a melhor forma, como deveria agir, eis que leio o blog do Ryan Adams. Acho um dos blogs mais lindos que já conheci, confesso que até senti um pequeno sentimento de inveja ao ver trabalhos lindos expressados de formas tão inusitadas. Ele simplesmente explora seus próprios sentimentos e pensamentos e transforma isso em arte nas músicas e quadros. A casa dele parece ser um encanto. Queria eu ser tão inteligente e desencanado, além de ter o dom de fazer algo, não parecido, mas da minha forma. Palavras como estas, que se encontram no about do blog dele, é que fazem toda diferença para mim. É aquela sensação de ser compreendido por alguém que nem me conhece.

"my god. I never touched a penis (i mean, besides my own) but he sure made it sound interesting. Neo-Classicism at it’s finest. Also, great content thief. Lovely".
* talking about Morrissey

Enfim, por pensamentos como estes que adoro este cara! Ele é um escorpiano que sente tudo, qualquer coisa, por mais simples que seja e mostra isso em tudo o que faz. Sua simplicidade exposta no blog me deixa emocionado, porque até mesmo escrevendo sobre quem ele é, demonstra justamente isso. As fotografias presentes nos posts são um detalhe a mais, por elas ele demonstra ser uma pessoa normal, como nós, que usa aquele espaço para compartilhar suas coisas, seus pensamentos e não uma imagem ficcional de rock star, um ser que as pessoas acreditem ser diferente. Ele está muito longe de ser fake como a maioria dos artistas que estão presentes no meio artistico. São estas pessoas que me fazem lembrar que nem tudo que vemos por ai é real. Ryan rules!
In 1979 Joni Mitchell reflected: "The Blue album, there's hardly a dishonest note in the vocals. At that period of my life, I had no personal defenses. I felt like a cellophane wrapper on a pack of cigarettes. I felt like I had absolutely no secrets from the world and I couldn't pretend in my life to be strong. Or to be happy. But the advantage of it in the music was that there were no defenses there either."

Quando li este depoimento, algo realmente me chamou muito a atenção. Joni expressa sobre como se sentia, no caso, como um embrulho de celofane no pacote de cigarros. Estas palavras me tocaram de forma tão sensivel, pois já me senti da mesma forma em muitas ocasiões da minha vida. Não posso negar que ainda me sinto assim de vez em sempre. Por isso não exitei em batizar meu novo blog pessoal com este título. Além de ser uma singela homenagem à grande Joni, que tem me ajudado com suas palavras transformadas tão magistralmente em músicas. Música, que de maneira geral, é minha vida, meu ar, meus sonhos, minha comida e meus sentimentos. Não sobreviveria um dia sem elas, não existe vida sem elas.

"I started smoking at the age of nine. I had polio, and when I got out of the hospital, I kind of made a pact with my Christmas tree, or maybe it was God, that if I could get my legs back... At that time I'd broken away from the church because I loved stories, and they had a lot of loopholes, and, if you asked the teacher about those loopholes, like, O.K., Adam and Eve meet, they're the first man and woman, and they have two sons: Cain and Abel. Cain killed Abel, then Cain got married. Who did the marry? It did not go over well"...

Lendo sua biografia achei mais um detalhe: pensamos praticamente a mesma coisa. Já tem alguns anos que fiquei me perguntando: se Cain matou Abel, e depois se casou... quem era a noiva? Joni foi mais longe, indagando sobre quem realizou a união. Fiz esta pergunta ao meu pai, um grande apreciador da Bíblia, umas duas vezes. Não obtive resposta coerente, sendo que na segunda tentativa, recebi uma promessa de uma futura pesquisa nas páginas sagradas, e espero até hoje. Quem sabe um dia ele me responda... Mas o fato é que me identifiquei, e muito, com ela. Claro que, ela tinha nove anos de idade, enquanto eu, um mero frustrado, levei 10 anos a mais para chegar a esta pergunta, além de ter começado a fumar quando faltavam exatos 30 dias para completar 13 anos.